Vêm aí as rectas alucinantes e os remoinhos chineses! Estas curvas são o sonho dos fãs e o pesadelo dos pilotos. Mais uma vez, vamos analisar ao pormenor o GP:
O GP:
O GP da China consta das provas oficiais de F1 desde 2004. É realizado no circuito internacional de Xangai, um circuito complexo e de altas velocidades, carregado de simbolismo. Foi desenhado com a tecnologia mais avançada e segundo a forma do símbolo "Shang" (上).
Em 2005, o vencedor foi Fernando Alonso. Alonso já era campeão, uma vez que era a última corrida do campeonato mas ainda assim conseguiu o título do Mundial de construtores para a Renault F1 nesse ano.
Em 2006, Michael Schumacher teria a sua última vitória em Xangai antes da sua retirada da competição.
Vencedores:
2004. Rubens Barrichello - Ferrari
2005. Fernando Alonso - Renault
2006. Michael Schumacher - Ferrari
2007. Kimi Räikkönen - Ferrari
2008. Lewis Hamilton - McLaren Mercedes
2009. Sebastien Vettel - Red Bull-Renault
Melhor volta - Michael Schumacher (2004) - 1:32.238
O tempo:
O clima moderado de Xangai não deve reservar grandes surpresas, céu encoberto com possibilidade de chuva no Domingo e temperaturas agradáveis.
O circuito:

Xangai tem um belo circuito. Os pilotos entram na curva 1 a 310 Km/h e continuam "em espiral" até a curva 2 a 250 Km/h. A curva 3 é um cotovelo para o lado contrário e é feita a 85 Km/h. A saída consiste numa forte aceleração para as curvas 4 e 5 feitas "ao máximo" até à curva-apertada 6 onde os carros desaceleram de mais de 290 Km/h para 75 Km/h. Aqui se inicia o segundo sector com uma recta de aceleração e uma curva longa 7 a 270 Km/h. Uma pequena contra-curva 8 faz a ligação à curva 9, a pouco mais de 100 Km/h com saída imediata para a curva 10. O fim da curva 10 proporciona uma recta onde os bólides atingem novamente os 260 Km/h. O terceiro sector começa com um sistema de curvas praticamente simétrico ao do primeiro sector. Uma curva apertada 11 a 85 Km/h e uma curva de aceleração 13 donde os pilotos saem a 250 Km/h. A esta velocidade, os carros saem lançados pela recta longa do circuito na qual atingem a velocidade máxima (quase 320 Km/h) em sétima velocidade antes de travarem a fundo para a curva 14, feita a cerca de 70 Km/h. Uma curta recta até à curva 15 e uma mais longa até à curva 16 permitem acelerar até aos 160 Km/h antes da entrada na recta da meta. O circuito tem o comprimento total de 5451 metros.
As equipas:
A FERRARI parte novamente na frente do campeonato com 76 pontos. Embora esteja na frente, apenas ganhou 6 pontos no último GP porque Alonso não conseguiu terminar a corrida, o que complicou as contas do arranque de época da construtora italiana. Com o duo mais talentoso da F1 actualmente, a
scuderia procura na China a quarta vitória do historial do circuito.
A MCLAREN-MERCEDES esteve a um nível meramente aceitável na Malásia, garantindo desde o início da época 66 pontos. Embora seja notório o grande esforço de Lewis Hamilton e Jenson Button, os monolugares da construtora não saíram beneficiados este ano e a sua performance quase anula a experiência dos pilotos que os conduzem.
A RED-BULL RENAULT teve finalmente o arranque que todos esperavam no último GP, somando 43 pontos para o seu total actual de 61 pontos. Depois dos desaires com os problemas mecânicos no Bahrain e na Austrália, a os RBR conseguiram a "dobradinha". Vettel e Webber estão em grande forma e são temidos por toda a concorrência. A condizer com os pilotos estão os carros, os mais rápidos nos treinos livres e cronometrados, dotados de uma aerodinâmica muito boa e dos melhores valores de consumo de combustível em prova. Parece que apenas uma coisa ensombra a equipa Red-Bull: a recém-formada rivalidade entre os dois pilotos, o que pode custar a tenção em pista e muitos lugares na classificação...
A MERCEDES não tem dado motivos de grande alegria aos fãs. A equipa conta agora com 44 pontos e, embora Nico Rosberg tenha conseguido o último lugar do pódio na Malásia, o experiente Schumacher teve um problema mecânico e não pôde terminar a prova. Schumacher tem-se revelado mais agressivo, procurando rodar em menores tempos mas parece que nem o carro nem a idade ajudam.
A RENAULT conseguiu na Malásia colocar Kubica em quarta posição, depois de o mesmo ter conseguido o segundo posto na Austrália mas ter ficado a um lugar dos pontos no Bahrain. Petrov tem-se revelado um bom piloto mas ainda assim não consegue rodar ao ritmo dos principais rivais. A esperança reside em Kubica, que tem surpreendido e mantido afastadas as aspirações da FORCE INDIA, WILLIAMS e TORO ROSSO do TOP5 de construtores.
Análise:
Red-Bull Renault e McLaren-Mercedes são grandes favoritas, principalmente a nível da qualificação, em princípio feita em pista seca. Contudo, há que contar com a chuva para o dia de corrida, o que pode alterar muito as coisas. Estas são as equipas mais agressivas e tanto Hamilton como Button e Vettel parecem ser os principais candidatos aos lugares do pódio.
Contudo, há que contar com os dois pilotos da Ferrari, ambos jovens veteranos e grandes condutores, que já demonstraram ser bons tanto em piso seco como húmido. Alonso vai lutar pela vitória, principalmente depois de não ter conseguido acabar a corrida da Malásia.
Os meus favoritos para esta corrida são: Vettel, Alonso, Kubica e Hamilton.